Publicidade deve entreter mais do que interromper?



Sabemos que atualmente o público escolhe integralmente o que, quando, como e onde consome conteúdos midiáticos. Mas ainda existem questionamentos em relação ao comportamento das marcas nesse cenário. A publicidade deve entreter ou continuar interrompendo esses momentos?

Já em 2010, o pesquisador Rogério Luiz Covaleski, apresentava a sua tese de doutorado sobre o processo de hibridização da publicidade. O texto defende que a publicidade híbrida deve entreter e persuadir para interagir e compartilhar com os consumidores.

Porém, os algoritmos têm potencializado cada vez mais a publicidade contextual. Essa refere-se aos anúncios veiculados de forma online que interrompem as pessoas durante sua navegação em redes sociais e sites com publicidades que estejam relacionadas com o seu perfil e histórico de pesquisa na web.

Mas afinal, o que é o certo para as marcas em campanhas publicitárias? Entreter, interromper ou mesclar as estratégias? Convidamos você a construir abaixo com a gente esse pensamento.

Por que a publicidade deve entreter?

Vamos para uma rápida reflexão, você gosta de ser interrompido durante o seu jogo grátis no celular, a sequência de Stories dos amigos no Instagram, o telejornal que está trazendo uma notícia que você tem muito interesse ou por meio daquele imenso popup quando você abre um site?

Certo... Agora que você respondeu mentalmente essas questões acima, trago mais um questionamento. Você já pesquisou na internet a solução para um determinado problema e após ler alguns artigos descobriu a saída para ele, o passo a passo de como resolver você mesmo e ainda conheceu despretensiosamente uma marca que solucionaria a questão para você?

Pois é, existem várias maneiras de agradar e desagradar indivíduos. Entretê-lo com algo que está no radar dele naquele momento é uma ótima forma de ganhar pontos positivos e até o seu prestígio.

Quando oferecemos um conteúdo de interesse do consumidor, ele tende a nos dar mais o seu tempo e sua atenção. Essas duas palavras são de extremo valor na realidade onde correr o dedo na tela do celular é tão simples.

O conteúdo, por fim, tem como objetivo ensinar ao consumidor sobre determinado assunto e assim tornar uma empresa referência no mercado, além de submeter o leitor por mais tempo a locais que fazem referência a essa marca de forma subconsciente.

Pode ser que a empresa não efetue uma venda naquele exato momento, mas estará inserida positivamente na memória de alguém que ela facilitou a vida. E ser lembrada como a solução e referência tem um efeito mágico.

Esses são bons motivos para afirmar que que a publicidade deve entreter, não é mesmo?

A publicidade que interrompe funciona?

Me diga você... Quando você está dando uma olhada nas redes sociais e aparece um anúncio daquele tênis que você tanto quer com 20% de desconto, isso chama a sua atenção e te faz sair da plataforma social e ir até o site da marca?

Então, talvez a publicidade que interrompe ainda funciona sim. O que acontece é que atualmente o consumidor tolera ser interrompido por marcas, produtos e serviços que estão em sua janela de atenção, aqui vale citar novamente a publicidade contextual.

Se empregada de forma correta, leia-se aqui a estratégia que utiliza a inteligência dos algoritmos, a publicidade que interrompe ainda é bem aceita, inclusive pode até surpreender o cliente como se a marca estivesse lendo o pensamento dele.

O que de fato não faz mais sentido, tanto pelo valor do investimento, quanto pelos resultados obtidos, é divulgar um conteúdo para alguém que não tem o menor interesse naquilo, além de não converter, a empresa também pode gerar uma experiência bem negativa na vida de alguém.

Como definir a estratégia ideal para uma marca?

A resposta é simples. Para definir a estratégia correta para uma marca há de se conhecer intimamente o público consumidor dela. Aqui é preciso:

  • conhecer em detalhes a persona;

  • definir exatamente os canais utilizados por ela;

  • levar em consideração as oportunidades do mercado;

  • se atentar ao calendário editorial e suas possibilidades;

  • avaliar os resultados e aprender com eles;

  • e se for preciso, testar as estratégias para ter a confirmação de melhores resultados.

O que funciona para uma empresa, pode não funcionar para outra. Não existe fórmula, mas existem indícios e por isso estar aberto para as possibilidade é um grande passo para a definição da melhor estratégia, seja ela interruptiva ou baseado no entretenimento.

Agora que você leu sobre se a publicidade deve entreter ou interromper, convidamos você a continuar explorando o assunto e saber mais sobre o novo normal da comunicação no interior durante e pós Covid-19.

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